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Partidos coligados para governador têm que coligar também para senador, embora possam formar alianças diferentes nas eleições proporcionais (deputado federal e estadual).
A orientação foi expedida terça-feira à noite pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em resposta a uma consulta do senafor Francisco Dornelles (PP-RJ).
Ao que parece, entretanto, uma coligação não é obrigada a concorrer às duas vagas de senador que se oferecem este ano. Pode disputar somente uma.
Seria o caso, no Maranhão, da coligação PCdoB-PSB, que terá o comunista Flávio Dino para governador. O mais provável é que lance apenas um candidato ao Senado, o ex-governador José Reinaldo (PSB), especialmente se for confirmado que o PT vai coligar-se ao PMDB, e não ao PSB-PCdoB. O PSB indicaria o vice de Flávio também.
Nas duas outras coligações, porém, parece que haverá candidato às duas vagas do Senado.
A coligação de Roseana (PMDB) vai de Edison Lobão (PMDB) e outro, que pode ser Mauro Fecury (PMDB) ou João Alberto (PMDB) ou ainda Washington Luiz (PT). Ainda há dúvidas também sobre qual partido indicará o vice.
Na coligação de Jackson (PDT), atualmente o candidato mais provável a senador é Roberto Rocha (PSDB), mas não está descartada também a candidatura de Edson Vidigal (PSDB). Clodomir Paz, anunciado oficialmente pelo PDT, só entra na disputa se Rocha ou Vidigal lhe cederem o lugar.
Ricardo ganha no TJ
O TJ-MA (Tribunal de Justiça do Maranhão) declarou extinta a punibilidade do réu e mandou para o arquivo a queixa-crime do ex-governador José Reinaldo (PSB), contra o deputado e secretário da Saúde Ricardo Murad (PMDB).
Consta dos autos que Zé Reinaldo, que na inicial se queixava de calúnia, difamação e injúria, embora intimado, não se manifestou para dar andamento à ação.
Na mesma sessão, o TJ absolveu Ricardo da acusação de calúnia contra João Ulisses, advogado da construtora Morada Nova em famoso e polêmico episódio de indenização ordenada pelo juiz Abraham Lincoln Sauáia contra a Cia. de Saneamento do Maranhão (Caema). Implicado em várias irregularidades, Sauáia está afastado do cargo, respondendo a processo administrativo no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e na Corregedoria da Justiça do Maranhão.
O advogado considerou-se ofendido por declarações do secretário sobre obscura “quadrilha” que estaria “saqueando o cofre do estado”. Para o TJ, não há provas de que a frase enquadrava o queixoso entre os referidos “quadrilheiros”. |