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Está indo para o espaço a candidatura do advogado e jornalista Edson Vidigal ao Senado pelo PSDB, informa um ex-secretário de Estado.
Num telefonema a Jackson Lago (PDT), o deputado federal Roberto Rocha comunicou ao ex-governador cassado que o PSDB está disposto a coligar com ele, sim. Mas o candidato tucano ao Senado é o próprio Rocha.
A coligação ficaria assim, quanto à eleição majoritária: governador: Jackson (PDT); senadores: Rocha (PSDB) e Zé Reinaldo (PSB).
Já está resolvido também entre os tucanos que o candidato a primeiro suplente de senador (na chapa de Rocha) será indicado pelo prefeito de São Luís, João Castelo.
Manda quem pode
O PSDB do Maranhão é um condomínio de Rocha, do prefeito Castelo e do prefeito Sebastião Madeira (Imperatriz). São os capas-pretas do partido. O que eles decidem, está resolvido. Se Rocha quer ser candidato ao Senado, Vidigal nada pode fazer, salvo chiar à toa ou engolir em seco e arriscar-se candidato a deputado federal.
Canto das sereias
Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Vidigal aposentou-se e voltou à política em 2006, ingressando no PSB e concorrendo ao Governo do Maranhão em oposição a Roseana Sarney (PFL, hoje PMDB). Na época foi uma surpresa para muitos, pois Vidigal era tido havia 30 anos como protegido do patriarca José Sarney. (Mas as divergências, quase secretas, vinham de bem antes daquele ano).
Ele fez parte em 2006 da chamada “cooperativa de candidatos”, organizada pelo então governador Zé Reinaldo (PSB). Na prática, serviu de escada para levar Jackson ao 2o turno contra Roseana. O terceiro cooperário, Aderson Lago (PSDB), atuou como laranja do primo Jackson.
Vidigal foi candidato da coligação PSB-PT-PCdoB, mas este ano se mudou para o PSDB. Na ocasião recebeu a promessa de que seria candidato ao Senado, o que significava administrar o palanque do presidenciável José Serra no Maranhão.
Nada a perder
Pouca gente acredita que a oposição possa eleger dois senadores em outubro. Na avaliação quase consensual de protagonistas e observadores, o Governo faz pelo menos um (o ex-ministro Edison Lobão, PMDB, que concorre à reeleição) e pode até fazer o segundo, dependendo de certas circunstâncias. Se a oposição fizer um, também é quase consensual que o nome mais forte é o do ex-governador Zé Reinaldo (PSB).
Mas eleições majoritárias podem ser um jogo de perde-ganha. Aquele que for designado o “homem de Serra” nesta eleição terá acesso a uma “estrutura” de campanha alimentada por poderosos interesses nacionais e internacionais.
Ganhe ou perca, não sai infeliz da peleja.
Não tem pra ninguém
Jackson também é Serra. Mais que isso, detesta Lula e o PT. Embora a direção nacional do PDT tenha fechado “integralmente” com Dilma, seu prestígio de fundador do partido concede-lhe licença para coligar com os tucanos. Poderia até ser o “homem de Serra” no Maranhão — se os tucanos deixassem. Não deixam.
Mensagem de Vidigal
De Edson Vidigal ao editor do blogue, a propósito de recente matéria sobre a acusação improcedente de que teria sentenciado “contra os idosos pobres”:
"Caro Walter — Vindo de você, nao poderia esperar outra atitude. Reveste-se de justiça o teu comentário. Grande abraço.” |