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A chapa da CUT na eleição do Sindsep (Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Maranhão) está sob o fogo cruzado de uma aliança inédita entre grupos de extrema-esquerda e setores ligados à direita sindical.
Iniciada hoje, a eleição vai até quinta-feira, confrontando as chapa 1, liderada pela professora Ângela Maria Silva (foto), da Fundação Roquette Pinto, e a chapa 2, de Antonio Isidio, um dos gerentes locais da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
Com o slogan, “Ampliar a luta e conquistar mais direitos”, a chapa 1, considerada favorita, defende as posições da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e um modelo de sindicalismo aberto ao diálogo e inserido também nas lutas sociais de outras categorias e movimentos. É notável, por exemplo, o apoio que o Sindsep tem dado à campanha pela legalização das rádios comunitárias e pela democratização da mídia.
O atual presidente do Sindsep, Raimundo Pereira, que agora concorre à diretoria financeira, e o jornalista universitário Ed Wilson, candidato à diretoria de Comunicação, são alguns dos destaques da chapa. Nela preominam pessoas ligadas ao PT, ao PCdoB e setores independentes.
A chapa 2 ("Independência, unidade e Luta") que surpreendeu com grande mobilidade no primeiro dia da votação, reúne militantes do PSTU, dissidentes petistas e pessoas identificadas por posições mais conservadoras, tradicionais ou de direita, como João Rodrigues Martins, da Funasa. Próximo dessas últimas correntes está o próprio candidato a presidente.
Segundo a chapa 1, um dos propósitos da oposição é desfiliar o Sindsep da CUT e vinculá-lo à Conlutas, central sindical onde predominam militantes do PSTU, PSOL e outros grupos de esquerda. Mas não há provas dessa intenção, aliás contraditória com a presença de ativistas da direita na chapa 2.
O primeiro dia do processo eleitoral, em que 175 delegados de base vão se manifestar, transcorre até agora sem incidentes de relevo, mas num clima de tensão. Que se tornou maior depois que militantes da chapa 2 pregaram adesivos e cartazes nas paredes da sede do Sindsep, no Monte Castelo. A atual diretoria inaugurou recentemente uma ampla reforma na sede, incluindo repintura completa. “Foi um desrespeito”, reclamaram integrantes da chapa 1. Há queixas também de que servidores da Funasa estariam sendo pressionados a votar em João Martins.
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